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Caleidoscópio Cultural
Há algumas semanas falei sobre um sítio onde era possível ouvir boa música e tomar um café da manhã caseiro, hoje vou falar de um outro evento organizado neste mesmo local, Sitio Beira Serra.
No segundo domingo de novembro, ocorreu o 9° CALEIDOSCÓPIO, uma feira cultural, a alguns quilômetros do centro Botucatu. Um espaço aberto a todos que pretendem fazer ou discutir cultura na cidade.
Essa edição do Caleidoscópio contou com cerca de 30 expositores entre artesãos e artistas plásticos, além das pessoas que se apresentaram com música, dança e capoeira. No quiosque, as pessoas conversavam e comiam. No caramanchão, literatura, sanfona e enfeites de natal. Sob a tenda e no terreiro de café, dançaram três grupos, e à sombra de uma mangueira, pães e doces, artesanato e oficina de tear... Segundo as organizadoras, Cristina e Maria Amália, cerca de 300 pessoas participaram do evento, que elas classificam como “um banquete cultural”.
Mais do que uma feira de artesanato, esse projeto se diferencia por não focar suas ações em vendas, mas sim, na disseminação da cultura, permitindo o encontro entre produtores e curiosos na área cultural. Não se pretende que seja um evento único, muito pelo contrário, a intenção é que, através desses encontros, as pessoas que produzem cultura na cidade se unam e que os eventos se multipliquem. Desde o inicio do projeto, em 2001 , já foram constatados vários desdobramentos do CALEIDOSCÓPIO. Alguns artistas que produziam por lazer passaram a receber encomendas e até montaram lojas, outros conheceram alguém que tinha o perfil próximo e desenvolveram projetos juntos, sem falar no “Tesouros de Rubião”, uma feira nos mesmos moldes que foi realizada em Rubião Junior, distrito de Botucatu, onde alguns artistas da região mostraram seu trabalho.
Essa é a essência do que as organizadoras propõem, que, mesmo longe dos grandes centros, sem apoio de empresas e governos é possível produzir e permitir o acesso a cultura... Só demora um pouco mais, mas aos poucos as pessoas vão se interessando e vestindo a mesma camisa. Este ano já foi possível contar com o apoio da Secretaria do Turismo de Botucatu, talvez no próximo alguma empresa possa subsidiar a ida de alguns artistas que não têm como chegar ao local... é assim que vai essa corrente.
Para quem ficou interessado no projeto, o CALEIDOSCÓPIO ocorre duas vezes por ano, em abril e novembro, mas tem que ir para Botucatu.
Escrito por Marina às 18h48
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Nelson Rodrigues cantado
Na última semana fui assistir a Nelson: Amores & Canções, um show cênico-musical, com Fabiana Godoy.
Fui com uns amigos, sem esperar muito, apesar de a idéia parecer interessante: 12 músicas que foram selecionadas pensando na dramaturgia de Nelson Rodrigues.... Será que preciso dizer que foi muito bom??
A voz e interpretação de Fabiana Godoy junto com a banda, em um cenário simples, mas na medida exata para nos transportar para o universo de Nelson Rodrigues, compõem um show forte, numa mistura de dor, amor e loucura.
Desta vez não vai dar para deixar a dica de onde ver, já que eu fui à última apresentação... mas quem sabe em 2006 não vem um dvd do show... Garanto que aviso!
Só para quem quiser ter um gostinho, fica aqui a relação das música. Eu ADOREI!
Ternura Antiga (Dolores Duran/J. Ribamar) Ela Disse-me Assim (Lupicínio Rodrigues) Grande Deus (Cartola) Nunca (Lupicínio Rodrigues) Pensando em Ti (Herivelto Martins/D. Nasser) Vou Te Esperar (Alessio Di Pascucci/Cláudio Fazzio) O Maior Castigo que eu Te Dou (Noel Rosa) Vai, Vai Mesmo (Ataulfo Alves) Bandeira Branca (Max Nunes/L. Alves) Acontece (Cartola) Fim de Comédia (Ataulfo Alves) Flor e Espinho (Nelson Cavaquinho)
Escrito por Marina às 22h23
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Minha Virada Cultural
No último sábado, às 14h, começou a Virada Cultural, 24h de eventos culturais em toda a cidade de São Paulo. Inspirada nas “noites brancas” que acontecem na Europa, a cidade que “quase” nunca para, não parou mesmo. Foram muitos shows, peças, exposições durante as 24h e, para que todos pudessem circular em vários eventos, o metrô e algumas linhas de ônibus não pararam....
A minha virada foi mesmo no Sesc Pompéia, lá tinha a exposição Terra Paulista, coordenada pelo Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec), retratando a história e identidade dos paulistas. Está muito bem montada e excelente para levar crianças pra conhecerem um pouquinho da sua história, de um modo divertido e bonito. Não que os adultos não possam ir, até devem, mas realmente as crianças vão ficar surpresas como história pode ser algo divertido.
Teve também o projeto Som Negro, com Léo Maia, Berimbrown, Funk U, e Sinhô Preto Velho. Para quem gosta deste tipo de som, foi MARAVILHOSO!!! Mas não parou por ai, teve ainda a Orquestra Manguefönca (Bandas Nação Zumbi e Mundo Livre S/A) e para finalizar um café da manhã no Sesc.

Quem não estava no ritmo de show e cansado de andar pela exposição, podia sentar em um dos pufs e assistir aos vários filmes que passaram por toda a madrugada.
Infelizmente, não é possível fazer tudo, então não pude ir ao show da Elza Soares, Adriana Calcanhotto, com suas músicas infantis, na Pinacoteca durante a noite, que deve ser linda, enfim... Não dá para fazer tudo, mas o consolo é que ao que tudo indica, em 2006 tem mais e quem perdeu essa pode já se programar para 24hs de eventos culturais.
Ah! A exposição Terra Paulista continua no Sesc Pompéia até o dia 11 de dezembro e é gratuita!
Categoria: Evento
Escrito por Marina às 22h00
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Natureza e Cultura
Em Botucatu, no interior de São Paulo, duas amigas se juntaram para agitar a vida Cultural da cidade. Há quase cinco anos organizando eventos culturais, Cristina e Maria Amália já ajudaram vários artistas a ganhar espaço na cidade. No último final de semana fui a um Café com Música!
No segundo sábado de cada mês, o Sitio Beira Serra abre seu espaço para um café da manhã especial. Das 9h às 11h, é servido um café da manhã tipico de fazenda, só com comidas e frutas da propriedade e ao som de um, ou vários músicos.

Este último sábado teve a presentação de Teleu, um músico de São Paulo que, acompanhado por João Lucas (percussão) embalou a comilança com sua voz e violão, em um repertório que incluía: Dorival Caymi, Pixinguinha, composições próprias e muito mais... Mas é importante lembrar que cada mês vai um artista com perfil diferente. Por lá já passaram, violinos, saxofones, flautas, violas, harpa celta, acordeão, rabeca, e também corais e diversos cantores.
Para quem freqüentava sítios na infância é uma oportunidade imperdível de tomar o leite fresco, provar queijos e bolos feitos em casa, sem falar nos pães e bolachas.
Enfim, o Café com Música é um evento para toda a família, onde podemos nos desconectar da correria em que vivemos, andar no meio das árvores e ouvir boa música. Para quem quiser conhecer, o contato é : beiraserra@uol.com.br ou mariamaliaramos@uol.com.br
Escrito por Marina às 20h09
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Fim de semana em Sampa
No último final de semana fez um calor absurdo. Garanto que há alguns meses atrás estaria nervosa de passar dois dias de folga no meio do concreto de São Paulo. Mas, aos poucos, esta cidade vai envolvendo a gente e quando menos esperamos já nos acostumamos com o barulho dos carros, com a ausência do verde e começamos a gostar de estar aqui. Ainda bem!
Passar o final de semana em São Paulo, tudo bem, mas dentro de casa... Jamais! Sem muitas idéias, resolvi passear pela Paulista.
Primeira parada: Festival Internacional de Linguagem Eletrônica (FILE), está no Centro Cultural FIESP. Pode ser visitado por pessoas de todas as idades, para quem entende ou não de linguagem eletrônica. Não vou falar muito porque você pode achar várias informações no eat art silvana.
Segunda parada: Fnac... Que perdição!!! Será que alguém conseguem entrar num lugar desses e não sair quebrado??? Eu não consigo!! Fiz ótimas compras (rs), que custaram alguns almoços da semana!
Quem é louco por Chico Buarque, como eu, não vai resistir às “Anotações com arte 2006”, uma agenda para 2006... que traz um pouco da vida e poesia de Chico Buarque, com direito a recortes de jornais e anotações feitas por ele. Vou passar os próximos 365 dias bem acompanhada!
Como paixão, é paixão.... Fiquei louca também com a coleção de dvds do Chico! São 2 caixas, com 3 dvds em cada uma (também são vendidos individualmente) com cenas de shows, entrevistas, depoimentos... Escolhi “Anos Dourados”, repleto gravações de Chico Buarque e do Tom Jobim juntos, além de depoimentos dos dois. Não preciso falar mais nada, né!
Ah! Vi também na Fnac o novo livro do Saramago “ As Intermitências da Morte”. Acabei não comentando aqui no eat art, mas fui ao lançamento desse livro, dia 27 de outubro, no Sesc Pinheiros... Saramago é muito simpático e bem humorado. Fiquei encantada! Parece que o livro é ótimo.
Depois do consumismo, é preciso comer para recuperar as energias. Opções é o que não falta na Paulista! Tem para todos os gostos e bolsos. Recomendo o yakissoba da feirinha do Trianon.
Na seqüência, ainda na Paulista, é possível encontrar duas feiras de artesanato: a do Shopping Center 3, onde expositores da Benedito Calixto ocupam todo o piso de baixo com seus quadros, roupas, móveis, bolsas, etc... e a do Trianon e do vão do Masp, onde encontramos também antiguidades. Quem ainda estiver no pique pode entrar no museu. Independente da exposição, só o acervo do Masp já vale a visita.
Meu final de semana terminou na peça “Os Sete Afluentes do Rio Ota”. (É, fui assistir outra vez!). Mas essa, quem não viu já perdeu, porque foi a última apresentação!
Escrito por Marina às 23h05
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Os Diários de Bridget Jones

Tudo bem, pode não ser o máximo da literatura, mas ainda não encontrei nenhuma mulher entre os 25 e 30 anos, solteira, que tenha lido e não gostado...
Não sei dizer se isso é bom ou ruim, muitas vezes é até patético, mas Helen Fielding consegue captar muito bem o espírito das mulheres solteiras, em busca dos seus Mark Darcys, mas que sempre acabam caindo nas garras dos “Daniéis” da vida... E retrata as cenas mais ridículas que todas as mulheres já passaram e principalmente pensaram enquanto procuram um amor, uma carreira ou apenas tentam lidar com sua própria família.
Não tem como não rir, e não pensar “Ai Meu Deus!!! Eu já fiz isso!!” Entre um vinho e outro, muita comida e horas de conversas com amigos, vamos tentando, assim como Bridget, organizar nossa vida, fazer a melhores escolhas (em muito momentos sabemos que são as piores, mas temos que assumir... são as mais divertidas) e simplesmente viver. Com todas as confusões, crises e alegrias que envolvem ser mulher, solteira, com nossas certezas, inseguranças e sem nunca esquecer... nossos hormônios.
Opções não faltam para quem quer entrar no universo de Bridget Jones. Os preguiçosos podem assistir aos filmes “O Diário de Bridget Jones” e “Bridget Jones: No Limite da Razão” (que por sinal a Universal acaba de lançar um Box duplo com os dois dvds), mas o que eu recomendo mesmo são os livros, que levam os mesmo nomes (como de costume, são muito melhores que os filmes!). Não vou mentir, esses livros não vão mudar a vida de ninguém, nem proporcionar grandes reflexões, mas garanto horas de entretenimento, com uma leitura leve e divertida.
Os livros:
O Diário de Bridget Jones
Ano de Lançamento: 1998 Autora: Helen Fielding Editora: Record 320 páginas
Preço médio: R$40,00
Bridget Jones: No Limite da Razão
Ano de Lançamento: 2000
Autora: Helen Fielding
Editora: Record 448 páginas Preço médio: R$40,00
Escrito por Marina às 21h09
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29ª Mostra internacional de Cinema

No dia 21 de outubro, sexta-feira, começa a 29ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo. Até o dia 03 de novembro serão exibidos na cidade de São Paulo, aproximadamente 300 longas-metragens de mais de cinqüenta países, entre eles Brasil, Portugal, EUA, Bósnia e muitos outros.
Dez salas de cinemas dividem os títulos e os ingressos já estão à venda, na Central da Mostra, no Conjunto Nacional (com um preço um pouco salgado, R$ 12,00 de segunda a quinta-feira, e R$ 14,00 às sextas, sábados e domingos, para quem quer ver varias sessões o preço do pacote de 20 filmes é de R$110,00), o consolo é que terão algumas sessões gratuitas no CCSP, MIS, Faap e no vão livre do Masp.
A mostra esse ano aposta em filmes apresentados em Cannes mas também em alguns desconhecidos (sempre um bom convite a novas descobertas).
Um dos homenageados é o italiano Roberto Rossellini (1906-1977), que em 2006 completaria 100 anos. Serão exibidos seus filmes "Roma, Cidade Aberta" (1945), e "Viagem à Itália" (1953), além do curta metragem em branco e preto "Meu Pai Tem 100 Anos", com roteiro de Isabella Rossellini, filha do diretor, que atua no curta e também assina o cartaz da mostra.
É uma oportunidade imperdível para quem gosta da sétima arte ter uma overdose de cinema.
Confira a programação no site oficial da mostra
Escrito por Marina às 00h00
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Os Sete Afluentes do Rio Ota

Em transe... foi assim que me senti quando terminou a peça Os Sete Afluentes do Rio Ota, no Teatro do Sesc Pinheiros. Depois de 5 horas dentro do teatro, comecei a processar tudo o que se passou quando percebi a cara sem graça dos atores, depois de agradecerem quatro vezes e ainda assim o publico continuava a bater palmas. A peça, que estreou em 2002 e está pela terceira vez em São Paulo, é dividida em 7 capítulos que alinhavam uma história começada em 1945, em Hiroshima, logo após a bomba, e termina em 2000, na mesma cidade, depois de passar por Nova York, Osaka, Amsterdã e Terezin. Não se pode dizer que seja uma peça “fácil”, saímos dela pensando em milhares de coisas... Ao mesmo tempo em que é tudo muito pesado, é também muito leve e bem humorado. As cinco horas passam rapidamente e posso dizer que passaria pelo menos mais uma duas, sentada naquela poltrona de teatro, acompanhando tudo. O que mais me surpreendeu foi que nada é maravilhoso, nada fora do comum... As interpretações são boas, o cenário é bom, o figurino é bom... Mas o resultado é extraordinário! Pode-se dizer que a direção de Monique Gardenberg conseguiu encontrar a medida certa para que todos os detalhes aparecessem. Como se pode ver, não é uma peça fácil de se descrever ou comentar, deve ser vista, ou melhor, sentida... Sei que não deveria ser tão parcial, mas realmente, eu recomendo e você tem até o dia 06 de novembro para conferir.
Ficha técnica: Texto: Robert Lepage. Direção: Monique Gardenberg. Elenco: Maria Luiza Mendonça, Caco Ciocler, Simone Spoladore, Graziela Moretto, Helena Ignez, Jiddu Pinheiro, Lorena da Silva, Madalena Bernardes, Gilles Gwizdek, Thierry Tremouroux, Felipe Kannenberg, Sérgio Maciel, Charly Braun e Bruno Oliveira. Duração: 5 horas (com intervalo de 25 minutos
Serviço:
Local: Teatro Sesc Pinheiros — Rua Paes Leme, 195, Pinheiros Horário: Sábado, às 20h; domingo, às 18h. Preço: De R$ 20 a R$ 30.
Escrito por Marina às 22h54
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Monólogos da Vagina
Faz mais de quatro anos que Monólogos da Vagina está em cartaz em São Paulo, a peça de Miguel Falabela, baseada no texto de Eve Ansler, The Vagina Monologues.
Demorei um “pouco”, mas finalmente fui assistir e posso dizer que tive uma boa surpresa! A peça é divertida, mostra com muito bom humor a sexualidade feminina, ou melhor, a repressão sexual que as mulheres sofrem. O começo da peça é ótimo, o público não para de rir, mas é aquele riso nervoso, um riso de quem está sem graça, não sabe como agir... Confesso que passei alguns minutos observando a platéia e não o palco... O momento mais forte da peça é o único monólogo sério, não vou contar sobre o que se trata para não perder a surpresa, mas posso dizer que é marcante.
Também acho importante da atuação de Vera Setta. Já tinha visto alguns de seus trabalhos na tv, mas nunca me chamou atenção... Até o dia em que fui ver Monólogos da Vagina... É absurda a forma com que ela muda a expressão de acordo com a personagem, realmente são pessoas completamente diferentes, fazia tempo que não via uma atriz se transformar tanto e tão rápido (principalmente se lembramos que o tempo da peça não permite mudanças de maquiagem).
Se você é mulher, vale a pena conferir!! (Os homens também vão gostar, mas a identificação... é nossa!! rs)
Os Monólogos da Vagina Horário: qui, sex e sáb, 21h; dom, 19h Preço: qui e sex, R$ 30,00, sáb, R$ 45,00 e dom, R$ 35,00.(Atenção: os preços e horários estão sujeitos a alteração sem prévio aviso)
Duração: 90 minutos. Censura: 14 anos.
Data: de: 8/16/2002 até: 27/11/2005 Local: Teatro Gazeta
Escrito por Marina às 23h12
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Vacas em São Paulo

Já faz um tempo, muito tempo, que estou ouvindo que as vacas vão invadir São Paulo... Já tinha lido varias matérias sobre a Cow Parade em nos outros paises e sobre sua vinda para o Brasil, o que já estava criando uma grande expectativa, quando fiquei sabendo que, no dia 4 de setembro, elas finamente chegariam a São Paulo.
No final de semana da chegada, já me programei para passar meu domingo na Paulista, em busca das vacas perdidas... Mas o que me assustou foi ver que boa parte das pessoas começava a rir quando eu falava que ia ver as vacas, quase ninguém com que falei (e olha que não foi pouca gente) sabia que elas existiam, muito menos que já estavam praticamente aqui. Tiveram pessoas que mesmo depois de eu explicar o que era a Cow Parade ficaram imaginando um rebanho de verdade, com vacas tingidas e “decoradas” fazendo muuuu pela cidade. Fiquei chocada de ver que por mais que um evento seja divulgado por meses, ninguém consegue registrar mais nada, as informações vêm e são deletadas para que possamos armazenar outras mais “úteis”, só mesmo pessoas que adoram coisas diferentes para registrar a “parada das vacas”.
Mas, para a minha felicidade, depois que elas chegaram tudo mudou!
Como já era esperado, as crianças cercam as vacas, tiram fotos e adoram esse grande “brinquedo”, mas o bom mesmo é ver aquela velhinha que ninguém espera tirar seu celular novinho da bolsa para fotografar a vaca mais simpática que encontrou, ou então, o motorista reduzindo a velocidade do ônibus, cada vez que o cobrador avista uma vaca, e aos invés dos passageiros fazerem aquela cara brava de costume, todos irem para as janelas ver qual é a carinha daquela. Isso sem falar nas teorias mirabolantes sobre o que elas representam ou como alguém vai conseguir roubá-las...
Apesar do choque de ver como as pessoas estão mal informadas (e não estou falando de quem não lê ou vê jornal), como não registram informações, o que importa é que AS VACAS ESTÃO AQUI!!! E elas conseguiram tirar o paulistano de sua rotina, fazer com que as pessoas olhem para o lado e se surpreendam, alguns sorriem, tiram fotos, mostram para os amigos, outros mais mal humorados preferem reclamar do “trambolho” no meio da rua, da falta do que fazer com o dinheiro... Mas ninguém nega: que elas estão demarcando o seu espaço, isso estão.
Esses animais, em tamanho natural, feitos de fibra de vidro, nos moldes do artista plástico suíço Pascal Knapp e “decorados” por brasileiros (artistas plásticos, designers, grafiteiros...) já passaram por 24 países e ficam em São Paulo até o dia 6 de novembro. Por isso, quem estiver em Sampa, aproveite para mudar o caminho e encontrar uma vaca... tem muitas, bem divertidas por aí...
Escrito por Marina às 23h06
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Casa de Areia e Névoa
Em 2004, fui viajar e acabei vendo o filme House of Sand and Fog, de Vadim Perelman. Sai do cinema até um pouco atordoada e louca para indicar esse filme para vários amigos, com a certeza de que quando chegasse no Brasil ele estaria em cartaz e logo depois iria para dvd. A minha surpresa foi que ninguém sabia do filme...nem em cinema, nem em dvd... passei um ano perguntando e sem nenhuma informação, até que descobri que esse ano (2005) a Warner lançou Casa de Areia e Nevoa em dvd.
O filme conta a história de Kathy (Jennifer Connelly), uma jovem deprimida, que tem a casa que herdou de seu pai tomada pelo governo e Massoud Amir Behrani (Ben Kingsley), um ex-coronel iraniano, refugiado nos EUA, que compra a Casa de Kathy em um leilão. Os dois têm razões muito verdadeiras para reivindicar o direito pelo imóvel e é nesse cenário que o filme se desenvolve, ao contrário do estilo hollywodiano, não existe o bem e o mal, o mocinho e o bandido, mas sim, as pessoas vivendo suas vidas como sabem e acreditam. Casa de Areia e Névoa está bem longe de ser um filme leve, é mais um soco no estômago mesmo, mas vale a pena...
Escrito por Marina às 18h27
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Porque estou escrevendo
Já que nesse blog eu vou falar sobre cultura, acho melhor começar explicando como eu me apaixonei por essa área...
Sempre adorei música, era aquela chata que fica corrigindo todo mundo quando cantam alguma coisa errada. Também gostava de teatro, vim algumas vezes para São Paulo assistir peças com os meus pais e até tentei atuar um pouquinho (ainda bem que só tentei, pq realmente, meu jeito para qualquer expressão artística é simplesmente como espectadora!), mas eu achava que era só isso. Pinturas, esculturas, era tudo "coisa de velho" como costumava dizer.
Quando tinha 15 anos resolvi deixar de ser uma criança birrenta e fui com a minha mãe conhecer alguns museus... Foi paixão a primeira vista!! Fiquei chocada com as diferentes formas de se expressar, como coisas tão simples poderiam ser tão fortes. Desde então fiquei mais curiosa... achei que matemática não era mais a coisa mais divertida no mundo, existiam outras formas de conhecer o mundo, não tão exatas, mas com certeza bem mais lúdicas e divertidas.
Foi assim que resolvi conhecer uma outra cultura, ir morar na Eslováquia (só para deixar claro: 1 - Não, eu não sou louca; 2 - Eslováquia é parte da antiga Tchecoslováquia, foi um país comunista, mas a separação foi pacífica, isto é, SEM guerra.). Nesse momento comecei a entender a diferença entre povos, os costumes, as artes, a língua ...
Depois de tudo isso, definitivamente, eu não tinha mais escolha... desisti de uma vez por todas das exatas, fui estudar comunicação e hoje faço pós em Produção Cultural e Novas Mídias, que foi onde surgiu a idéia desse blog (algo em que nunca pensei, pois como já deixei claro, sou uma ótima espectadora e posso dizer que trabalho bem nos bastidores, mas me expor... vai ser uma experiência no mínimo, estranha)
Pronto! Acho que agora quem quiser ler este blog já sabe quem está falando...
Escrito por Marina às 18h20
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