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Monólogos da Vagina

                                                                            

Faz mais de quatro anos que Monólogos da Vagina está em cartaz em São Paulo, a peça de Miguel Falabela, baseada no texto de Eve Ansler, The Vagina Monologues.

Demorei um “pouco”, mas finalmente fui assistir e posso dizer que tive uma boa surpresa! A peça é divertida, mostra com muito bom humor a sexualidade feminina, ou melhor, a repressão sexual que as mulheres sofrem. O começo da peça é ótimo, o público não para de rir, mas é aquele riso nervoso, um riso de quem está sem graça, não sabe como agir... Confesso que passei alguns minutos observando a platéia e não o palco... O momento mais forte da peça é o único monólogo sério, não vou contar sobre o que se trata para não perder a surpresa, mas posso dizer que é marcante.

Também acho importante da atuação de Vera Setta. Já tinha visto alguns de seus trabalhos na tv, mas nunca me chamou atenção... Até o dia em que fui ver Monólogos da Vagina... É absurda a forma com que ela muda a expressão de acordo com a personagem, realmente são pessoas completamente diferentes, fazia tempo que não via uma atriz se transformar tanto e tão rápido (principalmente se lembramos que o tempo da peça não permite mudanças de maquiagem).

Se você é mulher, vale a pena conferir!! (Os homens também vão gostar, mas a identificação... é nossa!! rs)

 

 

Os Monólogos da Vagina
Horário: qui, sex e sáb, 21h; dom, 19h
Preço: qui e sex, R$ 30,00, sáb, R$ 45,00 e dom, R$ 35,00.(Atenção: os preços e horários estão sujeitos a alteração sem prévio aviso)

Duração: 90 minutos.
Censura: 14 anos.

Data: de: 8/16/2002 até: 27/11/2005
Local:
Teatro Gazeta



Escrito por Marina às 23h12
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Vacas em São Paulo

 

Já faz um tempo, muito tempo, que estou ouvindo que as vacas vão invadir São Paulo... Já tinha lido varias matérias sobre a Cow Parade em nos outros paises e sobre sua vinda para o Brasil, o que já estava criando uma grande expectativa, quando fiquei sabendo que, no dia 4 de setembro, elas finamente chegariam a São Paulo.

No final de semana da chegada, já me programei para passar meu domingo na Paulista, em busca das vacas perdidas... Mas o que me assustou foi ver que boa parte das pessoas começava a rir quando eu falava que ia ver as vacas, quase ninguém com que falei (e olha que não foi pouca gente) sabia que elas existiam, muito menos que já estavam praticamente aqui. Tiveram pessoas que mesmo depois de eu explicar o que era a Cow Parade ficaram imaginando um rebanho de verdade, com vacas tingidas e “decoradas” fazendo muuuu pela cidade. Fiquei chocada de ver que por mais que um evento seja divulgado por meses, ninguém consegue registrar mais nada, as informações vêm e são deletadas para que possamos armazenar outras mais “úteis”, só mesmo pessoas que adoram coisas diferentes para registrar a “parada das vacas”.

Mas, para a minha felicidade, depois que elas chegaram tudo mudou!

Como já era esperado, as crianças cercam as vacas, tiram fotos e adoram esse grande “brinquedo”,  mas o bom mesmo é ver aquela velhinha que ninguém espera tirar seu celular novinho da bolsa para fotografar a vaca mais simpática que encontrou, ou então, o motorista reduzindo a velocidade do ônibus, cada vez que o cobrador avista uma vaca, e aos invés dos passageiros fazerem aquela cara brava de costume, todos irem para as janelas ver qual é a carinha daquela. Isso sem falar nas teorias mirabolantes sobre o que elas representam ou como alguém vai conseguir roubá-las...

Apesar do choque de ver como as pessoas estão mal informadas (e não estou falando de quem não lê ou vê jornal), como não registram informações, o que importa é que AS VACAS ESTÃO AQUI!!! E elas conseguiram tirar o paulistano de sua rotina, fazer com que as pessoas olhem para o lado e se surpreendam, alguns sorriem, tiram fotos, mostram para os amigos, outros mais mal humorados preferem reclamar do “trambolho” no meio da rua, da falta do que fazer com o dinheiro... Mas ninguém nega: que elas estão demarcando o seu espaço, isso estão.

Esses animais, em tamanho natural, feitos de fibra de vidro, nos moldes do artista plástico suíço Pascal Knapp e “decorados” por brasileiros (artistas plásticos, designers, grafiteiros...) já passaram por 24 países e ficam em São Paulo até o dia 6 de novembro. Por isso, quem estiver em Sampa, aproveite para mudar o caminho e encontrar uma vaca... tem muitas, bem divertidas por aí...



Escrito por Marina às 23h06
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