Os Sete Afluentes do Rio Ota

Em transe... foi assim que me senti quando terminou a peça Os Sete Afluentes do Rio Ota, no Teatro do Sesc Pinheiros. Depois de 5 horas dentro do teatro, comecei a processar tudo o que se passou quando percebi a cara sem graça dos atores, depois de agradecerem quatro vezes e ainda assim o publico continuava a bater palmas. A peça, que estreou em 2002 e está pela terceira vez em São Paulo, é dividida em 7 capítulos que alinhavam uma história começada em 1945, em Hiroshima, logo após a bomba, e termina em 2000, na mesma cidade, depois de passar por Nova York, Osaka, Amsterdã e Terezin. Não se pode dizer que seja uma peça “fácil”, saímos dela pensando em milhares de coisas... Ao mesmo tempo em que é tudo muito pesado, é também muito leve e bem humorado. As cinco horas passam rapidamente e posso dizer que passaria pelo menos mais uma duas, sentada naquela poltrona de teatro, acompanhando tudo. O que mais me surpreendeu foi que nada é maravilhoso, nada fora do comum... As interpretações são boas, o cenário é bom, o figurino é bom... Mas o resultado é extraordinário! Pode-se dizer que a direção de Monique Gardenberg conseguiu encontrar a medida certa para que todos os detalhes aparecessem. Como se pode ver, não é uma peça fácil de se descrever ou comentar, deve ser vista, ou melhor, sentida... Sei que não deveria ser tão parcial, mas realmente, eu recomendo e você tem até o dia 06 de novembro para conferir.
Ficha técnica: Texto: Robert Lepage. Direção: Monique Gardenberg. Elenco: Maria Luiza Mendonça, Caco Ciocler, Simone Spoladore, Graziela Moretto, Helena Ignez, Jiddu Pinheiro, Lorena da Silva, Madalena Bernardes, Gilles Gwizdek, Thierry Tremouroux, Felipe Kannenberg, Sérgio Maciel, Charly Braun e Bruno Oliveira. Duração: 5 horas (com intervalo de 25 minutos
Serviço:
Local: Teatro Sesc Pinheiros — Rua Paes Leme, 195, Pinheiros Horário: Sábado, às 20h; domingo, às 18h. Preço: De R$ 20 a R$ 30.
Escrito por Marina às 22h54
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